As 10 pragas do agito
Ano vai, ano vem e chega a doce ilusão do Carnaval. Pois, é. Há algumas Copas do Mundo atrás, isso era sinônimo de fim de férias, sendo que a única preocupação de verdade era se o fígado iria processar vodka Balalaika – será que era essa que vinha numa garrafa de plástico? – com Fanta Uva, Abacaxi Convenção ou Turbaína (que “com tudo combina”) .
Enfim… nesse verão, resolvi fazer algo diferente (ainda bem): vou passar o Carnaval no Rio. Antes de mais nada, não estou lendo nenhum daqueles livros opressores de “1001 coisas para se fazer antes que lancem outras 1001″ – tanto é verdade que não vou para a Sapucaí, mas sim acompanhar de perto os Blocos nas ruas. Eu imagino um Carnaval mais roots, em que não se paga para se divertir, misturando gente de todas as pirâmides etárias e sociais – e tb quero confirmar se “bloco do eu sozinho”, título de um dos discos dos Los Hermanos, significa aquela melancolia pós-festa.
Tenho total consciência de que o programa é para foliões profissionais e, por isso, comecei a preparação participando de um bloco no bairro onde eu moro – mais ou menos como um amistoso preparatório para a Copa do Mundo. A conclusão que eu cheguei é que, qualquer um que não estiver 100% preparado pode ser vítima de algo muito parecido com as 10 pragas do Egito, devidamente adaptadas para os foliões:
- trânsito: no céu, no mar e na terra, brazucas e gringos disputarão cada centímetro rumo à Terra Prometida (nota wikipídica: as 10 pragas do Egito são narradas no livro Êxodo. Coincidência? É bom começar a levar isso a sério…)
- alguém vai derrubar cerveja em mim: isso, sob o Sol de Rio, 40º nem se cerveja fosse belga, seria legal. A solução vai ser usar camisetas dry-fit, que molhou, secou, lavou e não precisou passar.
- banheiros serão apenas conceitos, não uma realidade química e biologicamente viável: é bom manter o equilíbrio hidrodinâmico ao mínimo, evitando insolação, que pode trazer miragens e futuras complicações junto a seus amigos (principalmente se vc estiver em Copacabana).
- eu vou tomar trocentos jatos daquela espuma em spray. E não é que ela é realmente boa para lavar o óculos? Ou então quem sabe a Gillette não encabeça uma ação promocional?
- Vai estar quente: independentemente do clima, a temperatura vai estar, no mínimo, 37oC – é uma onda de calor – humano. Meu chapéu de Lawrence das arábias vai ser mto usado.
- O Inmetro ou o Ministério da Saúde deveriam fiscalizar e multar pessoas que não passarem na inspeção bucal do bafo (ácido da fermentação ou da ressaca de dias seguidos). Basta 1 Hall’s da caixinha complicada de engenheiro a cada 4 horas.
- Se a bile de alguém conhecer seu calçado, e bom ter um estepe: eu vou levar uns pares que eu não teria coragem de usar ao ser apresentado aos pais de uma respectiva (pelo menos “não”, no primeiro mês)
- Se o Equipamento de som estiver muito ruim, deixando toda música com a mesma cara, é só pensar no seu próprio playlist, aproveitando a bateria ao vivo no fundo de playback.
- Alimentação balanceada: a expectativa é de, a cada 2 dias, fazer uma refeição completa, que contenha todos os grupos alimentares – como um X-salada, por exemplo.
- Praga maior vai ser gostar de tudo isso, e não ver a hora de voltar no ano que vem.
As 10 pragas do agito
Ano vai, ano vem e chega a doce ilusão do Carnaval. Pois, é. Há algumas Copas do Mundo atrás, isso era sinônimo de fim de férias, sendo que a única preocupação de verdade era se o fígado iria processar vodka Balalaika – será que era essa que vinha numa garrafa de plástico? – com Fanta Uva, Abacaxi Convenção ou Turbaína (que “com tudo combina”) .
Enfim… nesse verão, resolvi fazer algo diferente (ainda bem): vou passar o Carnaval no Rio. Antes de mais nada, não estou lendo nenhum daqueles livros opressores de “1001 coisas para se fazer antes que lancem outras 1001″ – tanto é verdade que não vou para a Sapucaí, mas sim acompanhar de perto os Blocos nas ruas. Eu imagino um Carnaval mais roots, em que não se paga para se divertir, misturando gente de todas as pirâmides etárias e sociais – e tb quero confirmar se “bloco do eu sozinho”, título de um dos discos dos Los Hermanos, significa aquela melancolia pós-festa.
Tenho total consciência de que o programa é para foliões profissionais e, por isso, comecei a preparação participando de um bloco no bairro onde eu moro – mais ou menos como um amistoso preparatório para a Copa do Mundo. A conclusão que eu cheguei é que, qualquer um que não estiver 100% preparado pode ser vítima de algo muito parecido com as 10 pragas do Egito, devidamente adaptadas para os foliões:
- trânsito: no céu, no mar e na terra, brazucas e gringos disputarão cada centímetro rumo à Terra Prometida (nota wikipídica: as 10 pragas do Egito são narradas no livro Êxodo. Coincidência? É bom começar a levar isso a sério…)
- alguém vai derrubar cerveja em mim: isso, sob o Sol de Rio, 40º nem se cerveja fosse belga, seria legal. A solução vai ser usar camisetas dry-fit, que molhou, secou, lavou e não precisou passar.
- banheiros serão apenas conceitos, não uma realidade química e biologicamente viável: é bom manter o equilíbrio hidrodinâmico ao mínimo, evitando insolação, que pode trazer miragens e futuras complicações junto a seus amigos (principalmente se vc estiver em Copacabana).
- eu vou tomar trocentos jatos daquela espuma em spray. E não é que ela é realmente boa para lavar o óculos? Ou então quem sabe a Gillette não encabeça uma ação promocional?
- Vai estar quente: independentemente do clima, a temperatura vai estar, no mínimo, 37oC – é uma onda de calor – humano. Meu chapéu de Lawrence das arábias vai ser mto usado.
- O Inmetro ou o Ministério da Saúde deveriam fiscalizar e multar pessoas que não passarem na inspeção bucal do bafo (ácido da fermentação ou da ressaca de dias seguidos). Basta 1 Hall’s da caixinha complicada de engenheiro a cada 4 horas.
- Se a bile de alguém conhecer seu calçado, e bom ter um estepe: eu vou levar uns pares que eu não teria coragem de usar ao ser apresentado aos pais de uma respectiva (pelo menos “não”, no primeiro mês)
- Se o Equipamento de som estiver muito ruim, deixando toda música com a mesma cara, é só pensar no seu próprio playlist, aproveitando a bateria ao vivo no fundo de playback.
- Alimentação balanceada: a expectativa é de, a cada 2 dias, fazer uma refeição completa, que contenha todos os grupos alimentares – como um X-salada, por exemplo.
- Praga maior vai ser gostar de tudo isso, e não ver a hora de voltar no ano que vem.
Under my Moleskine
Como a frequência de posts está muito abaixo do que eu gostaria, é preciso fazer algo. Antes de tudo, vale entender os porquês de tanta escassez criativa – afinal, engenheiro (só) de diploma e ser humano terapeutizado tendem sempre a querer analisar os porquês antes de sair resolvendo as coisas.
Meu método de coletar material consistia em manter aberto, durante o trabalho, um arquivo do word aberto em que eu ia coletando pensamentos, frases bizarras, etc. Em outras palavras, o trabalho me proporcionava um certo piloto-automático nas tarefas que me dava direito a um “olhar” que trazia matéria-prima suficiente para desenvolver mais tarde – coisas que só mais de 10 anos na mesma empresa faz por você.
Com a mudança de 5 pi (que significa, 5 vezes 180 graus, caso vc tenha se esquecido dos tempos vestibulosos) na minha vida profissional, ainda vivo um período de aprendizado – seja sobre o trabalho em si, ou mesmo a dizer não a ele: a ironia e acidez dos 10 anos renderam posts e agora, ganho personagens para um filme (no mínimo). Fato é: o esqueminha com Word deixou de funcionar…
Não foram poucas as às vezes q eu falei com meus Ministros(as) o meu gosto por roteiros de cinema e que eu ainda gostaria de estudar o assunto – o que me forçaria a ler e produzir mais, fora da imersão do trabalho, nem sempre saudável.
Até o dia em que meu Ministro da Saúde e Bem-estar Social me apresenta um caderno da Moleskine: “para vc começar levar isso mais sério”. No caso, “me levar mais
a sério” Tb caberia…
Moleskine é mais que uma marca que produz cadernos flexíveis, que cabem no bolso – é uma “firojofiiia”. Para quem nunca ouviu falar (e esse era o meu caso), ela foi inicialmente criada por um encadernador parisiense e já foi usada por muita gente que deu o que falar: Ernest Hemingway, Picasso e Van Gogh fizeram esboços nela. (calma: não tenho pretensão nenhuma de chegar a 0,1% deles. Não precisa nem falar que, com o mudo dos PCs crescendo, o caderno havia sido descontinuado, até que uma boa alma italiana reacendeu a marca, e ampliou a linha de produtos, deixando-a mais contemporânea, cool e sexy. E, de fato, é sensacional..
Mais engraçado foi começar: há quanto tempo eu não escrevia num caderno – ainda mais, sem pautas. Será que eu ainda sei escrever reto? Com qual espaçamento eu vou usar? E a letra?
Como se não bastassem as dúvidas, penei para comprar um lápis (que é muito mais cool que uma caneta): se bobear, dá até para escolher o tipo da árvore dele. E tinha q ser um igualmente cool, da Staedler, que é emborrachado, macio, não quebra com facilidade e ainda usa 70% menos de madeira.
Comecei a usar, mesmo sem saber direito como, alternando espaçamento entre as linhas, com a letra torta e carrancuda – afinal, isso não é um diário e sim um espelho do que se passa na cabeça.. E, confesso, na segunda linha, já estava apaixonado: em 30 min, além desse post, saíram o rascunho para outros 2. #ÀMeiaNoiteEmParisFeelings
I have got you!
mudança de hálito
Nesses tempos modernos, além da opressão da falta de tempo, outra coisa que nos angustia é a necessidade de constantemente termos que fazer escolhas. Exagero?
Chegando na gôndola do supermercado, me deparo com mais de 10 variações de creme dental da mesma marca: o desafio é repetir a compra anterior. A foto mostra minha evolução nas últimas compras, quando eu sempre acreditei que minha missão tinha sido concluída com sucesso – mas, ao chegar em casa, eu nem preciso ser um sommelier de cremes dentais p/ notar que eles apresentam notas de hortelã e menta totalmente diferentes… Opções demais, utilidade de menos?
E, o que é pior: pela última da fila, atualmente em uso, um novo ciclo deverá se abrir. Filosoficamente falando, será q só eu “sofro” com isso ou é pura frescura?
Se estivermos falando de hálito puro e fresco, pensando bem, acho que não teria problema, rs.
there will always be… Hope
Muito tem se falado a respeito da propaganda em que Gisele Bundchen ensina a dar “aquelas” notícias ao marido – uma espécie de “o gato subiu no telhado” a serviço do fabricante de carçolinhas. Moralismo? Machismo? Eu já ouvi vários pontos a respeito, uns minimizando o problema, outros complicando-o mais ainda, dando uma magnitude nunca antes imaginada (e, talvez, desnecessária).
Eu só quero levantar um ponto simples: a piada só tem lá sua graça, na primeira vez. Ou seja, tem um alto grau de pavêopácumê nela, assim como de tantas outras propagandas da atualidade – e esse sim é o problema.
Há 20 anos (ou mais), quando os veículos de comunicação eram poucos (apenas TV, rádio e mídia impressa), quem trabalhava na área era “artista” (tanto que Fernando Meirelles, Walter Salles e outros vieram do mundo da publicidade). De 15 a 10 anos atrás, aconteceu um “boom” na carreira, q coincide com o surgimento da TV paga e da Internet, multiplicando a oferta de cursos q a tornaram a coisa mais “cool” do mundo para se fazer – a exemplo do que é a Gastronomia hoje. Se hj, qualquer um se acha “chef” só pela formação, antes todos (já) eram criativos, geniais e [outros adjetivos divinais].
Como sempre, quando se tem quantidade em excesso, perde-se proporcionalmente a qualidade: boa parte dos formados acaba sendo meia boca e só poucos se destacam (os mesmos tantos que antes) – só que agora, como temos mais canais, sofremos hoje com a baixa qualidade desses “profissionais”. E a praga está espalhada em toda a cadeia: desde a criação, passando pela execução ou mesmo nos clientes, que compram (ratificando) ou já dão origem à coisa torta, fraquinha, sem graça… no melhor estilo pavêopacumê.
Já imaginou se a outra praga infesta os restaurantes? A calcinha de hoje, é o prato do dia de amanhã – e, nesse caso, não vai dar para fugir, só trocando de canal… there will always be hope!
“Vamos começar… colocando um ponto final”
Sim… foram quase 6 meses de exílio, tanto da blogsfesra, quanto da Bobsfera.
Outra maneira de ver é que foram 6 meses de um rehab generalizado (teria sido um rehabob?)
Ok, mais um trocadilho infame e eu perco os amigos.
Agora, é “tudo novo de novo”.

